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terça-feira, 11 de setembro de 2012

9/09/12 - Comunicado Especial CNG-ANDES (Avaliação Política e Encaminhamentos)


A base da avaliação do Comando Nacional toma como parâmetros da análise de conjuntura os aspectos apresentados no último Comunicado Especial, de 02 de setembro, por entender que os mesmos permaneceram inalterados na última semana.
A nossa greve em curso explicita toda a capacidade de luta e resistência dos docentes, expressa em diversas formas de atuação política, e expõe a intransigência do governo frente à pauta de reivindicação do movimento e o processo de negociação. A continuidade da greve que o CNG/ANDES-SN indica essa semana, ainda que num cenário adverso no enfrentamento com o governo e de término de outras greves, exprime a disposição da categoria de seguir lutando pela pauta, visto que até o momento não houve avanço no atendimento dos dois pontos, apesar da força dispensada até aqui.
No que concerne à proposta de carreira, há mais de uma semana o governo enviou ao Congresso Nacional o PL n° 4.368/12 com conteúdo essencialmente estruturado na lógica amplamente rejeitada pela categoria nas Assembleias de base, uma vez que desestrutura ainda mais a carreira, descaracteriza o regime de trabalho de dedicação exclusiva, fere a autonomia universitária e sinaliza com a retirada de direitos garantidos pelo Decreto n°94.664, de 23/07/1987 (PUCRCE). No tocante às condições de trabalho, o governo formalizou a criação de uma comissão para acompanhar a expansão nas IFE, composta por representantes do MEC, UNE e dirigentes das instituições federais de ensino, num ato arbitrário que, ao desconsiderar, mais uma vez, o nosso segundo ponto de pauta, dá sequência a seu projeto de expansão para as IFE, que intensifica o processo.
O movimento grevista assumiu nesta semana tarefas de participar com uma coluna da educação com os docentes em greve no Grito dos Excluídos e dar seqüência ao trabalho junto ao Congresso Nacional. Em Brasília, como em outros estados, participamos do Grito dos Excluídos, em conjunto com outros movimentos sociais, no dia 7 de setembro, marcando presença com uma coluna da educação e com a divulgação da nossa greve por meio de entrevistas à mídia e falas no ato.
Em relação ao trabalho junto aos parlamentares, o CNG/ANDES-SN participou de audiências públicas que trataram da lei de greve e da precarização/terceirização do trabalho, conseguindo pautar a greve docente e a exigência pela reabertura de negociação. A nossa presença foi marcada pela representação do Andes/SN nas mesas de debates, pela divulgação de nossas reivindicações com faixas e bandeiras, com transmissão pela TV Senado. Não obstante o pronunciamento favorável de alguns parlamentares, em meio a um funcionamento esvaziado do Congresso Nacional, ainda não identificamos iniciativas efetivas para provocar a reabertura das negociações.
A partir de decisões de Assembleias Gerais, neste semana que se encerra, o CNG/ANDES-SN indicou que as Assembleias Gerais pautassem a avaliação sobre o prosseguimento da luta, considerando os aspectos locais e nacionais para se posicionarem acerca da continuidade da greve, bem como também pautassem o debate sobre a suspensão unificada do movimento. Em resposta ao que foi solicitado pelo CNG/ANDES-SN, considerando-se as atas/extratos assembleias realizadas no período entre 3 a 6 de setembro, temos o quadro da situação remetidos pelos CLGs das Após a avaliação, o CNG/ANDES-SN, por intermédio de votação nominal, posicionou-se da seguinte forma:
- continuidade da greve – 17 votos (ADUA; ADUFPA; ADUFAL; ADUFS; ADCAJ; ADUFMAT; ADUFMS; SINDCEFET-MG; ADUFU; ASPUV; ADUFOP; ADUNIFEI; ADUR-RJ; APUFPR; APROFURG; ADUFPel; SEDUFSM);
- suspensão unificada da greve – 13 votos (SESDUF-RR; ADUFCG; ADUFEPE; ADCAC; ADUFTM; APESJF; ADUFLA; ADFUNREI; ADUNIFAL; ADUFRJ; ADUNI-RIO; ADUFF; ADUNIFESP);
- abstenções – 0.
           
Essa votação corresponde à deliberação das assembleias de cada delegado aqui presente. A greve docente nas IFE entra num momento marcado pela tramitação do PL 4368/2012 no Congresso para o que a categoria precisa definir suas estratégias de ação e pela intensificação da luta pela melhoria das condições de trabalho em cada IFE. Após avaliar o quadro atual do movimento, o CNG/ANDES-SN indica a manutenção da greve, assim como a intensificação da mobilização e do embate, tanto no âmbito do Legislativo quanto do Executivo, visando a retomada das negociações em torno da pauta de reivindicações do movimento grevista.

ENCAMINHAMENTOS:
II - Luta pela reabertura de negociações
a) intensificar as ações juntos ao executivo e legislativo, em nível local e nacional pela reabertura das negociações;
b) Estabelecer agendas de contatos com os parlamentares nos estados.

III - Luta em relação ao PL 4368/12
a) Que as AGs se posicionem em relação ao PL 4368/12 e sua tramitação apontando a disputa em defesa dos princípios da proposta de carreira do ANDES-SN;
b) Continuar aprofundando a avaliação sobre o PL considerando a elaboração contida no formulação do CNG/ANDES-SN;
c) Deliberar sobre o posicionamento da categoria em relação às ações frente a tramitação do PL;
d) Utilizar as avaliações e o posicionamento do movimento sobre o PL para o trabalho com os parlamentares.

IV - Intensificar a disputa com as reitorias em torno do atendimento das pautas locais e a reversão da precarização das condições de trabalho;

V- Atividades de mobilização

a) Os CLG/AG organizarem ações que unifiquem as SSind por região, com intensificação da atividade, para dar visibilidade à nossa luta;
b) Realizar atividades, no dia 17 de setembro, no portão central das instituições

VI- Rodada de AG entre os dias 11 e 13 de setembro, com retorno das decisões ao CNG/ANDES-SN até 20h do dia 13.

A greve é forte a luta é agora!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Há Braços na Luta!

Até as 13h do dia 9 de agosto, os Comandos Locais de Greve informaram ao Comando Nacional de Greve o resultado de assembléias gerais realizadas entre os dias 2 e 9 agosto, em 52 Instituições:

1. UF do Acre;
2. UF do Amazonas;
3. UF de Roraima;
4. UF do Pará;
5. UF do Amapá;
6. UF do Oeste do Pará;
7. UF do Maranhão;
8. UF do Piauí;
9. UF Rural do Semi-Árido;
10. UF da Paraíba;
11. UF Campina Grande;
12. UF de Pernambuco;
13. UF de Sergipe;
14. UF da Bahia;
15. UF do Recôncavo da Bahia;
16. UF de Goiás (Goiânia, Goiás, Jataí);
17. UF do Tocatins;
18. UF do Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis);
19. UF da Grande Dourados;
20. UF de Mato Grosso do Sul;
21. UF de Uberlândia;
22. UF do Triângulo Mineiro (Uberaba);
23. UF de Juiz de Fora;
24. UF de Viçosa;
25. UF de Lavras;
26. UF de Itajubá (Itabira);
27. UF de Ouro Preto;
28. UF de São João Del Rey;
29. UF de Alfenas;
30. UF Rural de Pernambuco;
31. UF do Espírito Santo;
32. UF do Rio de Janeiro;
33. UF do Estado do Rio de Janeiro;
34. UF Fluminense;
35. UF Rural do Rio de Janeiro;
36. UF de São Paulo;
37. UF do ABC (Santo André);
38. UF de Santa Catarina;
39. UF Tecnológica do Paraná;
40. UF do Rio Grande do Sul; (seção sindical do ANDES)
41. UF do Rio Grande;
42. UF de Pelotas;
43. UF de Santa Maria;
44. UF do Pampa;
45. UF de Minas Gerais;
46. UF da Integração Latino-Americana;
47. UF da Fronteira do Sul.
48. UF de Alagoas
49. CEFET Minas Gerais;
50. IF-São Paulo (São João da Boa Vista);
51. CEFET Rio de Janeiro;
52. IF - Sudeste de Minas;
53. IF do Piauí;

Reafirmamos a continuidade da greve e a reabertura de negociações com o governo.

TUITAÇO: #falaSerioMercadante
A GREVE É FORTE! A LUTA É AGORA!
CNG/ANDES-SN. Brasília, 09 de agosto de 2012.

Comunicado Especial CNG/ANDES-SN


Avaliação política do momento da greve

Fracassou mais uma operação montada pelo governo para acabar com a greve, agora por meio da assinatura do acordo com uma entidade não representativa do professores em greve: o PROIFES.

Em resposta, a totalidade das assembléias realizadas deliberou pela manutenção da greve e repudiou a ação do governo, que ao assinar um acordo com uma entidade não representativa cometeu um ato antissindical e ofensivo ao movimento docente combativo e autônomo. Além do que, os termos do acordo não atendem a nossa pauta de reivindicações, aumenta as distorções existentes e aprofunda a retirada de direitos.

Desde os primeiros dias da greve a postura do governo federal com relação ao movimento docente foi desrespeitosa: ignorou a greve; protelou a marcação da mesa de negociação e quando a iniciou adotou a postura de não dialogar com a categoria docente e com as suas reivindicações. Encerra, agora, o processo de forma unilateral reiterando suas posições, que apresentam divergências conceituais, políticas e financeiras com o projeto de educação defendido pelo ANDES-SN.

Para tentar enfraquecer a greve, busca, também, criar uma situação de isolamento do movimento docente do ANDES-SN. Para tanto, realiza reuniões, em separado, de outras categorias da educação pública federal, bem como, tenta deslegitimar o movimento por meio de notas públicas falaciosas e da busca da adesão dos reitores ao seu projeto, inclusive, pressionando pela retomada do calendário acadêmico.

Há que saudar a firmeza da categoria na defesa de suas justas reivindicações, uma vez que após 84 dias mantém uma intensa e vigorosa greve. Ao mesmo tempo, estamos diante de um governo com alto grau de centralização interna e extremamente duro com o movimento sindical combativo.

Há que se levar também em consideração a dinâmica do processo legislativo que estabelece uma data limite para o executivo encaminhar a proposta orçamentária para o próximo ano, até o dia 31 de agosto. Esta dinâmica está a serviço da burguesia que exerce pressão sobre o governo por uma política econômica que transfere o custo da crise do capital para os trabalhadores.

Neste contexto, nossos desafios e responsabilidade são imensos. A tarefa precípua, neste momento, é  manter a greve e mais uma vez, tomar as ruas, radicalizar nas ações, unificando-as com os demais setores em greve e pressionar pela reabertura de negociações.

Reafirmar a disposição (já apresentada nas mesas anteriores) do movimento grevista de negociar, sem abrir mão de seus princípios. Para tanto, é necessário refletir sobre os limites e possibilidades da greve neste contexto e apontar táticas adequadas ao novo quadro, para fortalecer o apoio da opinião pública e intensificar a coesão do movimento docente.

Nesse sentido, é necessário também avaliar o que pode ser priorizado e/ou flexibilizado no item de pauta reestruturação da carreira, com vistas a elaboração de uma contraproposta e reiterar a deliberação sobre a necessidade de abertura de negociação sobre a valorização e melhoria das condições de trabalho docente nas IFE.

É necessário enfatizar que só a mobilização é capaz de alterar a correlação de forças e possibilitar ganhos efetivos!

Veja o comunicado em arquivo pdf

Fonte: ANDES-SN (9/8/2012)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CNG Informa

DENÚNCIA DE ATO ANTISINDICAL: GOVERNO DILMA ENCENA UMA FARSA E SE NEGA A
NEGOCIAR COM OS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO.


A educação é central para o desenvolvimento humano de um país, contribuindo com o processo de desenvolvimento político-econômico, artístico-cultural, científico-tecnológico. Trata-se, portanto, de campo privilegiado de disputas por projetos de formação antagônicos: um que a transforma em mercadoria e objeto de lucro e outro que a defende como bem público e direito de todos.

Neste embate de projetos, dentre as estratégias de luta historicamente consagradas, o direito de greve dos trabalhadores representa um instrumento legítimo e necessário para fazer frente às tentativas de diferentes governos, ligado aos interesses do capital, em desrespeitar a educação pública de qualidade como um patrimônio da sociedade, reduzindo direito dos trabalhadores e impondo perdas de garantias sociais.

No Brasil, um dos campos desta disputa se expressa na lógica em que se assenta a expansão precarizada da educação pública, em especial no que se refere às Instituições Federais de Ensino. O projeto do governo Dilma, iniciado no governo Lula, de ampliação do número de vagas sem os meios necessários, somada a um processo orquestrado de desestruturação da carreira docente, levou os professores de 61 IFE a deflagrarem o maior movimento paredista da história do ANDES Sindicato Nacional.

Diante da força do movimento, o governo instalou a mesa de negociação com as entidades docentes. Contudo, o que parecia ser a expressão democrática da relação entre governo e professores, foi unilateralmente interrompido. O governo Dilma, sem atender as reivindicações da categoria, forjou um falso consenso, escolhendo uma entidade, o Proifes, criada e alimentada pela própria lógica política do governo, para assinar um simulacro de acordo que consubstancia um flagrante ato antisindical. Fere a autonomia sindical, na medida em que a única entidade signatária não tem legitimidade – sua posição foi derrotada nas Assembleias de base, inclusive nas IFE onde detém a direção do sindicato - para assinar o acordo, que não atende a melhoria da qualidade da educação, das condições de trabalho, nem valoriza a carreira docente, conforme consta da pauta do movimento em greve. Além disto, o conteúdo deste acordo representa um claro ataque à autonomia universitária e aprofunda ainda mais a desestruturação da carreira. Ao ser assinado com uma entidade sem mandato para tal, que ataca o direito de greve e negocia a revelia da categoria, configura um flagrante golpe aos princípios básicos da negociação e do respeito à organização sindical.

Diante disso, o CNG/ANDES-SN ao tempo em que reafirma sua defesa intransigente à democracia sindical, com respeito às decisões pela base, exige que as negociações sejam reabertas e conclama entidades e trabalhadores a repudiarem a forma como o governo, com ajuda de entidades como o Proifes, tem atacado o direito de greve.

A greve continua pela reabertura efetiva de negociações!

Comando Nacional de Greve - CNG/ANDES-SN
Brasília, 6 de agosto de 2012

Veja o texto em arquivo pdf

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Avaliação Política - O governo interrompe negociação e a greve continua (CNG/ANDES-SN)

Diante da posição do governo federal na reunião realizada no dia 01/08, na qual o governo afirmou que o processo de negociação estava encerrado e que sua posição era “assinar o acordo com a única entidade que apresentou sua adesão”, o CNG/ANDES-SN avaliou o quadro político da greve e as indicações para próximos passos do movimento.

A postura do governo na reunião parece encerrar a farsa encenada por ele, a partir do dia 13 de julho, com a qual pretendeu aparentar para a sociedade disposição para negociação. Coerente com sua tática mais geral, o governo confirma posição autoritária frente aos conflitos grevistas, desprezando as deliberações dos docentes em greve em defesa da pauta do ANDES-SN e buscando impor um “acordo” que assegura seu projeto estratégico de Estado.

Para sustentar a cena, o governo contou com o apoio direto do Proifes. Esta entidade, desautorizada diretamente por assembleias de professores nas universidades e institutos federais em que se organiza, apresentou uma coleta de votos que constitui um profundo ataque ao direito de greve e à democracia sindical, e cujo resultado desmoralizante apenas confirma a falta de legitimidade desta entidade pela ausência de sua inserção e representatividade junto à categoria.

A manutenção pelo governo dos pressupostos para a carreira que ajustam o trabalho docente à lógica gerencial explicita claramente a disputa dos projetos de Estado, educação e IFE que se estabelece nesta luta da categoria em greve.

O contexto das lutas dos servidores públicos federais, que se intensificam, pressionam o governo. Este atua no sentido de criar contradições para o interior das categorias e entre elas e ainda jogar com o tempo da greve buscando blocar a solução de todos os conflitos para o fim do mês de agosto, de acordo com o seu interesse.

Os docentes das IFE foram profundamente desrespeitados pelo governo Dilma. A proposta de carreira de Professor Federal, construída coletivamente, de forma democrática e pela base, protocolada desde março de 2011 pelo ANDES-SN, foi desconsiderada. Os docentes em greve em todo Brasil rejeitaram pela segunda vez a proposta do governo nas 61 assembleias realizadas na última semana, em função do conhecimento das diferentes lógicas contidas em cada uma das propostas: a do governo retira direitos e desestrutura a organização do nosso trabalho e a do ANDES-SN que reestrutura a carreira, garante e amplia direitos.

Neste embate, é ainda necessário que o governo considere o caos instalado nas IFE por conta das precárias condições de trabalho intensificadas pela expansão irresponsável, que não foi objeto de nenhuma reunião no Ministério da Educação, embora reiteradamente cobrado pelo CNG/ANDES-SN.

O processo não acabou. O governo tenta desferir um golpe com a pretensão de quebrar a nossa resistência e impor a sua proposta a partir da adesão do Proifes. O momento é de reagir para assegurar a reabertura da negociação da pauta do ANDES-SN com o conjunto da categoria em greve, reafirmando, mais uma vez, a nossa disposição para negociar.

Inicia-se, portanto, uma nova etapa do nosso movimento na qual a definição das táticas e a disputa pelo controle do tempo da luta são decisivas. Isto exige de nós respostas mais rápidas e contundentes às ações do governo, fortalecendo a greve no interior das IFE e estreitando a nossa unidade com os demais setores em greve, para nestas ações fazer a denúncia do golpe e conquistar nossas reivindicações.

Confira o Comunicado Especial na íntegra


Fonte: ANDES-SN (3/8/2012)

Informativo Especial CNG-ANDES - 02 de agosto de 2012

 
Com uma atitude de total desrespeito aos professores das Instituições Federais de Ensino, em greve há 77 dias, o governo federal disse na reunião de ontem (quarta-feira, 01-08) que irá assinar acordo com o Proifes – entidade atrelada a si e que não tem representatividade junto à categoria. Desta forma, continua ignorando as decisões de todas as assembléias docentes e desconsiderando a pauta da greve nas IFE: valorização e reestruturação da carreira docente e melhoria nas condições de trabalho.
 
O governo manteve seu método no trato com os servidores públicos federais, o qual nega o processo democrático de negociação. No caso da greve dos docentes, promove um jogo de cena até chegar ao impasse e aí se vale de seus asseclas para aderir a “pseudoacordos”.
 
Continuamos com disposição para negociar e neste momento nossa resposta deve ser firme! Vamos continuar em greve, fortalecer as assembleias de base que determinarão os rumos do movimento e radicalizar nossas ações!
 
TUITAÇO: #falaSerioMercadante
 
A GREVE É FORTE! A LUTA É AGORA!
 
CNG/ANDES-SN. Brasília, 02 de agosto de 2012.

Comunicado Especial CNG-ANDES - 01 de agosto de 2012

POSICIONAMENTO DO CNG/ANDES-SN EM RESPOSTA AO QUE FOI APRESENTADO PELO GOVERNO EM 24 DE JULHO DE 2012

Tendo como referência o documento entregue durante a reunião ocorrida na SRT/MPOG dia 23 de julho,o posicionamento do governo na reunião do dia 24 de julho e as manifestações das assembléias gerais, o Comando Nacional de Greve – CNG/ANDES-SN declara a disposição do movimento docente, em greve, para a negociação, conclamando o governo a atender às necessidades de urgência e de atenção à proposta apresentada pelo ANDES-SN desde 2011.

Até as 14h do dia 1 de agosto, os Comandos Locais de Greve informaram ao Comando Nacional de Greve os resultados de 61 assembléias gerais realizadas entre os dias 25 e 31 de julho, nas seguintes instituições: UF do Acre; UF do Amazonas; UF de Roraima, UF do Pará; UF do Pará, campus de Marabá; UF Rural da Amazônia; UF do Amapá; UF do Oeste do Pará; UF do Maranhão; UF do Piauí; IF do Piauí; UF do Ceará; UF Rural do Semiárido; UF da Paraíba; UF de Campina Grande; UF de Campina Grande, campus de Patos; UF de Campina Grande, campus de Cajazeiras; UF de Pernambuco; UF Rural de Pernambuco; UF de Alagoas; UF de Sergipe; UF da Bahia; UF do Recôncavo da Bahia; UF de Brasília; UF de Tocantins; UF de Goiás; UF Goiás, campus de Catalão; UF Goiás, campus de Jataí; UF de Mato Grosso; UF de Mato Grosso, campus de Rondonópolis; UF Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Corumbá, Aquidauana, Coxim); UF Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas, UF da Grande Dourados; UF de Ouro Preto; UF de Minas Gerais; CEFET Minas Gerais; CEFET Ouro Preto; UF de Uberlândia; UF do Triângulo Mineiro; UF de Juiz de Fora; UF de Viçosa; UF de Lavras; UF de São João Del Rei; UF de Alfenas; UF do Vale do Jequitinhonha; UF do Espírito Santo; UF do Rio de Janeiro; UNI-RIO; CEFET Rio de Janeiro; UF Fluminense; UF Rural do Rio de Janeiro; UF de São Paulo; UF do ABC; UF de Santa Catarina; UF do Paraná; UF Tecnológica do Paraná; UF do Rio Grande do Sul; UF do Rio Grande; UF de Pelotas, UF de Santa Maria; UF do Pampa; UF da Fronteira Sul (Chapecó,Laranjeiras do Sul, Erechim e Realeza).

Em todas estas assembléias gerais os resultados podem ser sintetizados em três amplas manifestações nacionais:

1- Declara a disposição para negociar a carreira docente tendo como referência a proposta
apresentada pelo ANDES-SN.


2- Rejeita a proposta apresentada pelo governo na reunião do dia 24 de julho de 2012 pelas bases sobre as quais se assenta, especialmente por que: aprofunda e consolida a desestruturação da carreira e da malha salarial; desorganiza os regimes de trabalho; desvaloriza a titulação e a experiência acadêmica; omite dispositivos constitutivos de direitos estáveis aos docentes e de respeito à autonomia das instituições remetendo temas fundamentais para grupo de trabalho e normatização posterior como prerrogativa do Executivo; e, sequer preserva o valor real dos salários no período - julho de 2010 a março de 2015.

3- Reafirma e fortalece a greve nacional da categoria em cada uma das instituições.

Para propiciar a evolução do processo de negociação, o CNG/ANDES-SN solicita posicionamento formal dos representantes do governo na lógica de estruturar a carreira docente, preliminarmente, sobre: a) carreira única dos professores federais; b) evolução em percentuais uniformes (degraus) ao longo da carreira; c) fatores definidos para os regimes de trabalho; d) percentual definido para cada titulação, igual para cada título, como parte constitutiva do vencimento; e) respeito à autonomia de cada instituição para regulamentar os critérios de avaliação e desenvolvimento na carreira.

Finalmente, o CNG/ANDES-SN reivindica aos interlocutores governamentais a apresentação de proposta que, de fato, estruture e valorize a carreira docente. Além disso, reivindica composição imediata da mesa de negociações sobre a melhoria das condições de trabalho nas IFE e também que sejam  estabelecidas negociações efetivas das pautas apresentadas pelos estudantes e técnico-administrativos.

CNG/ANDES-SN, Brasília, 01 de agosto de 2012.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Comunicado Especial - CNG/ANDES-SN

1- Avaliação

No dia de hoje, 18 de junho, o governo anunciou a suspensão da reunião agendada para esta terça-feira. A presença e o forte impacto do movimento obrigou o governo a reconhecer a greve dirigida pelo ANDES-SN e a comprometer-se a apresentar uma proposta diante de nossa pauta de reivindicações. No entanto, com o adiamento da reunião marcada para esta terça-feira dia 19 de junho, o governo indica que está disposto a assumir o desgaste público pela sua atitude protelatória, medindo forças com o movimento e buscando incidir sobre as bases em greve com as especulações abstratas em torno da “referência na carreira de C&T” e impacto financeiro das propostas. Nosso debate, entretanto, não pode partir e se limitar a valores salariais. O debate sobre carreira e condições de trabalho materializa a discussão de fundo sobre projetos de Universidade e Educação Pública.

A greve dos(as) docentes das Instituições Federais de Ensino – agora ampliada para uma greve do conjunto do setor de educação federal – está jogando um papel decisivo na conjuntura. Ela se defronta com um momento chave nacional e internacionalmente, um momento limite, cujo pano de fundo é a crise econômica mundial. Trata-se de uma fase em que o governo brasileiro radicaliza preventivamente as políticas de “austeridade”, que transferem recursos públicos para o setor financeiro e (via subsídios para incentivar ao consumo de bens duráveis e exportação de commodities) para o grande capital em geral, ao mesmo tempo em que retiram direitos dos trabalhadores, possibilitando a ampliação da exploração do trabalho pelo capital.

A força inegável da greve em curso demonstra que os(as) docentes percebem essa situação limite e se mobilizam com disposição inédita nos últimos dez anos porque sabem que garantir uma carreira e condições de trabalho dignas neste momento é uma necessidade, pois significa impor um freio para o desmanche da Universidade Pública e da Educação Pública de qualidade como direito de todos(as). Tal força deriva também da pertinência e representatividade da pauta da greve, centrada nas questões de carreira e condições de trabalho.

Além disso, a greve docente cumpre o papel de fortalecer outros movimentos de greve no setor da educação e entre outras categorias do serviço público federal. A recepção positiva da greve entre amplos setores da sociedade demonstra que ela também está cumprindo a tarefa fundamental de desmascarar a contradição de um governo que diz que “educação é prioridade”, mas trata docentes e instituições com tamanho descaso. O que fica demonstrado pelo simples exame do Orçamento da União. Em 2011, o governo Dilma destinou nada menos de 45% do orçamento do país (708 bilhões de reais) para o pagamento de juros e amortização da dívida pública, reservando apenas 2,99% para a educação (conforme os dados levantados pela Auditoria Cidadã da Dívida).

Diante do quadro aberto pelo adiamento da reunião agendada para 19 de junho, em que o governo tenta desgastar o movimento, nos cabe a única resposta possível: avançar com a greve, através de uma ênfase nos próximos dias em cinco eixos de intervenção, dos quais derivarão encaminhamentos específicos:

1- Ampliar a greve, mobilizando as bases já paralisadas para as atividades de greve, avançando na sua deflagração naquelas poucas Universidades em que ela ainda não se materializou, em direção a uma greve de todas as IFE, assim como aprofundar a articulação com os demais setores em greve, avançando na construção de atividades e intervenções conjuntas;

2- Fortalecer nas bases do movimento a discussão sobre o embate de projetos estratégicos que está por trás das alternativas de proposta de carreira. Ao comentar de forma difusa que sua proposta tomará como referência salarial a carreira de C&T (cujos fundamentos não agradam nem aos servidores do setor e estão distantes da nossa concepção), o governo sinaliza sua intenção de confundir as bases em greve com o debate sobre valores de salários, escamoteando o projeto de universidade e trabalho docente que a esses valores pode estar acoplado (com avaliações para progressão e gratificações variáveis de cunho produtivista; falta de paridade para os aposentados; desvalorização da DE; dissociação entre ensino, pesquisa e extensão, etc.). Antes de correr atrás de desastradas comparações com outras categorias ou em busca de cálculos sobre impactos orçamentários, devemos estar concentrados no que estrutura de forma duradoura o trabalho docente, garantindo os direitos através de uma carreira coerente;

3- Com o adiamento da reunião o governo evidencia que sua proposta se subordinará a um limite de impacto financeiro, procurando inverter a lógica de negociação para colocar à frente do debate de concepção conceitual e estrutural da carreira a questão dos recursos, tentando com isso confundir o movimento. É fundamental que nesta semana os CLGs e AGs debatam esses elementos e indiquem claramente o repúdio a essas manobras do governo, reforçando que a resolução da greve depende de respostas a nossa pauta de reivindicações (carreira proposta pelo ANDES-SN e condições de trabalho). Está evidente e deve ser reforçado para o movimento que só há uma proposta de carreira na mesa que contempla a carreira única entre professores de ensino superior e de ensino básico técnico e tecnológico; a paridade entre ativos e aposentados; a garantia de que os que ingressam tenham direito a progressão até o final da carreira; a valorização da Dedicação Exclusiva; valorização do piso adotando a referência do salário mínimo do Dieese; restabelecimento da malha salarial e um trabalho docente pautado pelos princípios de uma universidade pública de qualidade. Essa é a proposta apresentada pelo ANDES-SN;

4- Sistematizar as informações e trabalhar na construção e publicização de dossiês e outras formas de denúncia das condições precarizadas em que está se dando a expansão das instituições, subsidiando o debate sobre nossas reivindicações específicas no ponto de condições de trabalho de nossa pauta docente;

5- Denunciar fortemente, em todos os espaços disponíveis, o desrespeito do governo com os movimentos de greve, descumprindo os calendários por ele mesmo estabelecidos, responsabilizando-o diretamente pela continuidade e duração da greve. Para tanto devem ser acionados instrumentos como a produção de notas, contatos e entrevistas para a imprensa, pressão sobre os parlamentares nos estados, novas mobilizações da comunidade acadêmica, atos públicos unificados com os demais setores em greve. Fundamentais nessa direção, nos próximos dias, são as nossas atividades relacionadas a Rio +20/Cúpula dos Povos, pela visibilidade desses eventos.

2- Encaminhamentos

2.1- Agenda de mobilização:

a) Manutenção das vigílias e atos agendadas para 19/06, com o caráter de protesto contra a suspensão pelo governo da reunião de negociação;

b) Participação nas atividades da Cúpula dos Povos em 20/06, organizadas pelos servidores públicos no Rio de Janeiro, com ato do setor da educação às 13h na ALERJ e coluna na Marcha que partirá da Candelária às 14h;

c) Atos nas sedes do Banco Central nas capitais, no dia 28/06, organizados regionalmente pelos comandos locais e regionais, em articulação com todos os setores em greve da área da Educação e dos Servidores Públicos Federais, com caráter de denúncia das prioridades orçamentárias centradas no pagamento da dívida, em detrimento das políticas públicas que atendam aos interesses da maioria da população.

Comando Nacional de Greve - CNG/ANDES-SN
Brasília, 18 de junho de 2012

Clique aqui para o ver o Comunicado Especial em arquivo pdf.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Comunicado Especial CNG/ANDES-SN - A Greve se Fortalece

Hoje, dia 23 de maio, temos um quadro de mobilização nacional histórico, com docentes de 44 Instituições Federais de Ensino Superior em greve, que totaliza cerca de 80% da base do ANDES-SN. Situação que demonstra a indignação e a capacidade de ação dos docentes das IFES na luta contra a desvalorização de sua carreira e a precarização das condições de trabalho.

A força da greve se expressa inclusive na movimentação feita pelo governo, quando o Ministro da Educação Aloizio Mercadante chama entrevista coletiva com a imprensa para tratar da greve dos Docentes [veja o vídeo].

Na entrevista coletiva o Ministro da Educação destacou os seguintes aspectos:

1. que o governo se movimentou para aprovar com urgência o Projeto de Lei 2134/11, sobre a criação de cargos, e que este deve ter sua aprovação final ainda no mês de maio/12;

2. que ao identificar que o Projeto de Lei 2203/11 do acordo emergencial não seria aprovado, procedeu a edição de Medida Provisória para viabilizar o cumprimento do acordo emergencial com retroatividade à março/12;

3. que o processo de negociação com os docentes está em aberto, com prazo final previsto para agosto;

4. Afirmou que a greve foi precipitada, fazendo um chamado aos docentes para retornarem ao trabalho.

O Comando Nacional de Greve/ANDES-SN, a partir desta ação do governo, concedeu entrevistas à órgãos de imprensa, assinalando centralmente:

1. a greve está forte com 44 instituições, o que obrigou o ministro a alterar sua agenda para se dirigir a imprensa, buscando interferir na greve, inclusive se recusando a tratar dos números dessa paralisação;

2. a greve não é precipitada, é justa e legitima e revela a insatisfação dos docentes, quando se estabelece com força para efetivar negociação que atenda as reivindicações, chegando já a 80% da base da nossa categoria;

3. a Medida Provisória (568/12) foi publicada no Diário Oficial da União em data posterior (14/05/12) a decisão nacional de deflagração da greve pelo movimento docente na reunião do setor das IFES, em Brasília, no dia 12/05/12;

4. o ANDES-SN se empenhou no processo de negociação, desde agosto de 2010, periodo em que se iniciaram as conversas com o governo. A intransigência governamental, mantendo-se irredutível em sua proposta é exemplificada quando no dia 15 de maio de 2012 o governo reafirma em essência a mesma proposta apresentada em dezembro de 2010. O dia de hoje confirma a indisposição para efetiva negociação, quando o governo, por meio da SESU/MEC, suspende uma reunião com o ANDES-SN e opta pela realização da dita entrevista;

5. as condições de precarização, geradas pela expansão das IFES, não é uma abstração como afirmou o ministro. As pautas locais das seções sindicais, as impossibilidades de começo de semestre, as mobilizações estudantis e as paralisações em diversos campi recém criados no inicio do período letivo, confirmam a concretude da ausência de condições de trabalho.

A greve continua e os comandos locais devem se empenhar nas atividades indicadas na agenda para fortalecer a luta na base e ganhar o apoio da sociedade.

A GREVE É FORTE! A GREVE CONTINUA!

Brasília, 23 de maio de 2012 CNG/ANDES-SN

Veja o comunicado especial em pdf

terça-feira, 22 de maio de 2012